Na tradição ocidental, desde os primeiros tempos, duas eram as medidas da estrutura da realidade do cosmos: a dimensão transcendental e a dimensão imanente. No plano transcendente, a eternidade e o uno apareciam, tanto na filosofia quanto na teologia, como fundamentos do tempo e da história do homem. Assim, o plano temporal estava, em sua totalidade, submetido ao plano sobrenatural da eternidade.
Nesse sentido, se o plano dos homens estava (e está) submetido ao plano transcendente, claro está que esse fundamenta e constitui àquele. Dessa forma, tudo o que existe singularmente nesse mundo está em concomitante dependência do outro plano, àquele da invisibilidade e da impossibilidade momentânea (eterno, atemporal e imutável).
Santo Agostinho nos dirá que o plano da história dos acontecimentos não teria sentido senão a partir de sua correspondente fundamentação pelo plano da eternidade, a saber, a cidade dos homens não é possível sem a Civitate Dei. Isso por que a Cidade de Deus, Jerusalém Celeste, fundamenta e constitui a própria cidade dos homens, plano este do tempo e da história. E mais: esse fundamento não é compreensível na própria história, mas pelo coração de cada homem, na busca individual da salvação. Fomos salvos por Jesus na Cruz e, através de nossa fé n´Ele, nossa esperança de vê-Lo face a face e nossa caridade n´Ele e com o próximo, iremos ao seu encontro no plano celestial, após a morte. Assim, o elo entre a eternidade e o tempo está na alma de cada homem que passa pelo mosaico da história para dar testemunho de uma autêntica vida em Cristo Jesus.
Não obstante, desde a queda do homem pelo pecado, a cidade dos homens passou a ser reinada pelas tentações da carne e pela liberdade humana. A bem da verdade, a vontade de cada homem pode levar ao bem ou a ausência do mesmo. Quando no primeiro caso, cada homem se realiza como pessoa, em plenitude de felicidade na presença de Cristo em cada qual. A saber: somos felizes quando nos fazemos templos do Espírito Santo de Deus. Por outro lado, quando nos afastamos do Pai, nossa vontade nos levará a ausência de pessoalidade em nós, de maneira que nos afastamos de nossa natureza e deixamos de “ser” humano, tornando-nos homens sem alma!
Por isso, o telos de nossa existência é, cada vez mais, nos encontrarmos com o Santo Espírito de Deus dentro de nós mesmos, fazendo de nossas ações a Sua vontade. Se nossa vontade é concomitante com a Vontade de Deus, somos “pessoa” na acepção ontológica.
E enquanto pessoa possuímos fortaleza e temperança para lidar com as dificuldades da vida. Justiça e coragem para nos relacionarmos com o próximo. Em suma, se descansamos em Cristo, nossa fé-esperança-caridade nos proporciona justiça-fortaleza-temperança-coragem para lidar com o próximo.
Nossa fé-esperança-caridade é o nosso elo com a eternidade de Deus, presente em nós mesmos pelo Espírito Santo. Nossa justiça-coragem-temperança-fortaleza são as virtudes que exercemos em nossas ações para com o próximo quando habitamos na Trindade de Deus. As três primeiras virtudes teologais são nexos necessários em nossa relação com Deus (Ágape), ao passo que as outras quatro virtudes cardeais da existência humana nos torna agentes de Cristo em ação (Eros).
Todo apóstolo do Senhor tem como meta de vida aquilo que o coloca a serviço do Senhor e, nessa tarefa, a serviço do bem para o próximo. Diz as Sagradas Letras em São Marcos, 12, 29-31: “Respondeu Jesus: O principal é: Ouve, ó Israel, o Senhor nosso Deus é o único Senhor! Amarás, pois, o Senhor teu Deus de todo o teu coração, de toda a tua alma, de todo o teu entendimento e de toda a tua força. O segundo é: Amarás o teu próximo com a ti mesmo. Não há outro mandamento maior do que estes”.
O amor ao próximo é uma resposta humana ao amor divino, uma tentativa de imitar a Cristo, mesmo que com todas as imperfeições humanas. Viver como Ele Viveu é um designo de alguém que procura realizar em si a imagem e a semelhança de Deus, tanto em sua vida interior quanto em suas ações externas, tanto em sua conexão com a Civitate Dei quanto aqui no plano político da existência humana.
Agostinho nos fala que a política é uma derivação do pecado, pois sem ele tudo seria ordem e paz. Nesse aspecto, se Deus criou o mundo através de uma ordem que Ele mesmo governa, claro que está que a justiça do mundo se realiza quanto esta ordem se mostra intacta, sem a ausência de bem em nenhum aspecto de sua totalidade. Quando na ordem do mundo o pecado se fez e o bem restou ausente, a desordem passou a vigorar e o próprio homem sentiu a necessidade de buscar a ordem, mesmo que imperfeitamente, imitando a Deus na medida do possível. Embora tal imitação nunca tenha sido perfeita a não ser pelo próprio Deus que se fez Carne (na vida, paixão e ressurreição de Jesus Cristo), fato é que a tentativa do homem de buscar a ordem e a justiça no combate diário às paixões desse mundo e aos pecados torna necessária a criação de inúmeros meios para a busca da ordem e da justiça. Eis aí a política. A política é o meio pelo qual os homens buscam o bem comum!
O bem comum é o bem pleno do homem naquilo que todos os homens possuem de comum, qual seja o próprio fundamento de suas constituições existenciais. O Criador de todos os homens é o Elo Necessário entre eles, habitando no coração de todos. Porém, nem todos os homens abrem suas almas para o recebimento da graça e do verdadeiro sentido de suas liberdades. E é esse fechamento que ocasiona a política, isto é, a necessidade de determinados meios humanos para a busca do bem comum, a saber, da ordem e da justiça de Deus.
Porém, a busca do bem comum não se faz sem uma transformação individual de cada um dos agentes políticos. Essa transformação de cada qual implica em uma presença dentro de si do amor por Deus, sem o qual suas vidas restarão sem sentido. E vida sem sentido é vida sem espírito, é vida desordenada e vida injusta!
A busca pelo bem comum na política exige um amor por Deus e, por sua vez, como decorrência disso, um amor pelo próximo como a si mesmo, procurando-se ver se as ações empregadas irão atingir o bem comum de todos não para todos “os outros”, mas incluindo os próprios agentes fazedores nesse conceito de “todos”. Amar ao próximo é colocar-se em sua condição e posição, pois se é um amor tal como per si, não pode ser um amor que exclua o próprio agente, mas é uma caridade em que o agente se dedica de corpo e alma. Amar ao próximo é fazer política em perspectiva autobiográfica, fazendo-se o bem “verdadeiramente”!
Daí dizer que o sentido da política só pode estar no Eros, isto é, no amor ao próximo, pois se a política busca o bem comum da comunidade, esse bem se manifesta na obra do Criador pela ordem do mundo, pela justiça do mundo e pela caridade do mundo, todas elas manifestadas pelo homem através do verdadeiro amor por Deus e pelo próximo.
Nesse sentido, se o plano dos homens estava (e está) submetido ao plano transcendente, claro está que esse fundamenta e constitui àquele. Dessa forma, tudo o que existe singularmente nesse mundo está em concomitante dependência do outro plano, àquele da invisibilidade e da impossibilidade momentânea (eterno, atemporal e imutável).
Santo Agostinho nos dirá que o plano da história dos acontecimentos não teria sentido senão a partir de sua correspondente fundamentação pelo plano da eternidade, a saber, a cidade dos homens não é possível sem a Civitate Dei. Isso por que a Cidade de Deus, Jerusalém Celeste, fundamenta e constitui a própria cidade dos homens, plano este do tempo e da história. E mais: esse fundamento não é compreensível na própria história, mas pelo coração de cada homem, na busca individual da salvação. Fomos salvos por Jesus na Cruz e, através de nossa fé n´Ele, nossa esperança de vê-Lo face a face e nossa caridade n´Ele e com o próximo, iremos ao seu encontro no plano celestial, após a morte. Assim, o elo entre a eternidade e o tempo está na alma de cada homem que passa pelo mosaico da história para dar testemunho de uma autêntica vida em Cristo Jesus.
Não obstante, desde a queda do homem pelo pecado, a cidade dos homens passou a ser reinada pelas tentações da carne e pela liberdade humana. A bem da verdade, a vontade de cada homem pode levar ao bem ou a ausência do mesmo. Quando no primeiro caso, cada homem se realiza como pessoa, em plenitude de felicidade na presença de Cristo em cada qual. A saber: somos felizes quando nos fazemos templos do Espírito Santo de Deus. Por outro lado, quando nos afastamos do Pai, nossa vontade nos levará a ausência de pessoalidade em nós, de maneira que nos afastamos de nossa natureza e deixamos de “ser” humano, tornando-nos homens sem alma!
Por isso, o telos de nossa existência é, cada vez mais, nos encontrarmos com o Santo Espírito de Deus dentro de nós mesmos, fazendo de nossas ações a Sua vontade. Se nossa vontade é concomitante com a Vontade de Deus, somos “pessoa” na acepção ontológica.
E enquanto pessoa possuímos fortaleza e temperança para lidar com as dificuldades da vida. Justiça e coragem para nos relacionarmos com o próximo. Em suma, se descansamos em Cristo, nossa fé-esperança-caridade nos proporciona justiça-fortaleza-temperança-coragem para lidar com o próximo.
Nossa fé-esperança-caridade é o nosso elo com a eternidade de Deus, presente em nós mesmos pelo Espírito Santo. Nossa justiça-coragem-temperança-fortaleza são as virtudes que exercemos em nossas ações para com o próximo quando habitamos na Trindade de Deus. As três primeiras virtudes teologais são nexos necessários em nossa relação com Deus (Ágape), ao passo que as outras quatro virtudes cardeais da existência humana nos torna agentes de Cristo em ação (Eros).
Todo apóstolo do Senhor tem como meta de vida aquilo que o coloca a serviço do Senhor e, nessa tarefa, a serviço do bem para o próximo. Diz as Sagradas Letras em São Marcos, 12, 29-31: “Respondeu Jesus: O principal é: Ouve, ó Israel, o Senhor nosso Deus é o único Senhor! Amarás, pois, o Senhor teu Deus de todo o teu coração, de toda a tua alma, de todo o teu entendimento e de toda a tua força. O segundo é: Amarás o teu próximo com a ti mesmo. Não há outro mandamento maior do que estes”.
O amor ao próximo é uma resposta humana ao amor divino, uma tentativa de imitar a Cristo, mesmo que com todas as imperfeições humanas. Viver como Ele Viveu é um designo de alguém que procura realizar em si a imagem e a semelhança de Deus, tanto em sua vida interior quanto em suas ações externas, tanto em sua conexão com a Civitate Dei quanto aqui no plano político da existência humana.
Agostinho nos fala que a política é uma derivação do pecado, pois sem ele tudo seria ordem e paz. Nesse aspecto, se Deus criou o mundo através de uma ordem que Ele mesmo governa, claro que está que a justiça do mundo se realiza quanto esta ordem se mostra intacta, sem a ausência de bem em nenhum aspecto de sua totalidade. Quando na ordem do mundo o pecado se fez e o bem restou ausente, a desordem passou a vigorar e o próprio homem sentiu a necessidade de buscar a ordem, mesmo que imperfeitamente, imitando a Deus na medida do possível. Embora tal imitação nunca tenha sido perfeita a não ser pelo próprio Deus que se fez Carne (na vida, paixão e ressurreição de Jesus Cristo), fato é que a tentativa do homem de buscar a ordem e a justiça no combate diário às paixões desse mundo e aos pecados torna necessária a criação de inúmeros meios para a busca da ordem e da justiça. Eis aí a política. A política é o meio pelo qual os homens buscam o bem comum!
O bem comum é o bem pleno do homem naquilo que todos os homens possuem de comum, qual seja o próprio fundamento de suas constituições existenciais. O Criador de todos os homens é o Elo Necessário entre eles, habitando no coração de todos. Porém, nem todos os homens abrem suas almas para o recebimento da graça e do verdadeiro sentido de suas liberdades. E é esse fechamento que ocasiona a política, isto é, a necessidade de determinados meios humanos para a busca do bem comum, a saber, da ordem e da justiça de Deus.
Porém, a busca do bem comum não se faz sem uma transformação individual de cada um dos agentes políticos. Essa transformação de cada qual implica em uma presença dentro de si do amor por Deus, sem o qual suas vidas restarão sem sentido. E vida sem sentido é vida sem espírito, é vida desordenada e vida injusta!
A busca pelo bem comum na política exige um amor por Deus e, por sua vez, como decorrência disso, um amor pelo próximo como a si mesmo, procurando-se ver se as ações empregadas irão atingir o bem comum de todos não para todos “os outros”, mas incluindo os próprios agentes fazedores nesse conceito de “todos”. Amar ao próximo é colocar-se em sua condição e posição, pois se é um amor tal como per si, não pode ser um amor que exclua o próprio agente, mas é uma caridade em que o agente se dedica de corpo e alma. Amar ao próximo é fazer política em perspectiva autobiográfica, fazendo-se o bem “verdadeiramente”!
Daí dizer que o sentido da política só pode estar no Eros, isto é, no amor ao próximo, pois se a política busca o bem comum da comunidade, esse bem se manifesta na obra do Criador pela ordem do mundo, pela justiça do mundo e pela caridade do mundo, todas elas manifestadas pelo homem através do verdadeiro amor por Deus e pelo próximo.
6 comentários:
Se a busca pelo bem comum na política exige amor a Deus, os ateus e agnósticos não podem buscar o bem comum na política?
Sem Deus ou deuses não se pode obedecer a "regra de ouro"?
A religião é o único elemento catalizador da moralidade e da alteridade?!
O bem comum passa necessariamente pela experiência religiosa?
Ainda, Eros nunca foi nem nunca será "amor ao próximo".
Por fim, citar Santo Agostinho desse jeito pode até parecer erutidismo. Mas afirmar que ele disse isso ou aquilo sem dizer onde, passa por chute...
Essa definição do Saldanha "O bem comum é o bem pleno do homem naquilo que todos os homens possuem de comum, qual seja o próprio fundamento de suas constituições existenciais" é muito circular.
Mas o texto é bom Professor.
Prezado anônimo:
Respostas:
1ª. Podem buscar, embora não entendam o "sentido" do que estarão fazendo.
2ª. Seguramente, pois mesmo em Platão e Aristóteles, seja no Rei-Filósofo platônico ou mesmo o spoudaios arisótélico, precisa-se ter Agaphe para servir como medida para a sociedade política da pólis, isto é, precisa-se da abertura da psyche.
3ª. A religião, sem dúvida, é o elemento catalizador, pois ela é origem das civilizações e, por isso, fundamento das tradições culturais. Ora, não se concebe moralidade sem cultura. Assim que as religiões são princípios de moralidade e de alteridade quanto a cultura. Pode ver: não há civilização laica, nunca existiu e nem nunca existirá. Isto é uma impossibilidade. E a prova está na história.
4ª. O bem comum passa pela experiência religiosa "daqueles que vivem religiosamente".
5ª. Eros é e sempre foi amor ao próximo. Ocorre que a filosofia epicurista, estóica, bem como o lixo neomarxista contemporâneo fizeram questão de mentir sobre o significado da palavra e inverter o seu real sentido, lhe atribuíndo uma conotação sexual ou de mera aproximação entre pessoas, o que nesse caso representaria "philia".
6º parece eruditismo. Minha proposta não pe demonstrar "eruditismo", mas tentar chegar na verdade do fundo do coração. Pelo comentário, vejo tratar-se de uma pessoa que trata da filosofia não como busca da verdade, mas como "meio de aparecer".
7º Citei Santo Agostinho sem citar a fonte. Mentira. Em várias passagens falei da Civitate Dei, sua principal obra. E isso não é chute.
8º Definição de bem comum. A definição não é do Saldanha, mas da própria verdade das coisas. Se o Saldanha disse, Se eu digo, se outro diz, não interessa. O que interessa é que isso constitui a verdade segundo a tradição cristã.
Nesse ponto, lhe sugiro que procure a verdade e não "posição de autores".
Boeira!
Parabéns pelo blogue.
Tchê, te mando agora um e-mail com essa mesma questão que te faço: qual a principal diferença entre a metafísica islâmica (sua relação com a Ordem do Ser) e a Cristã?
Tchê, é impressionante como já foi rico o diálogo filosófico entre essas culturas e que se perdeu quando o Ocidente caiu no engodo iluminista e o Oriente Médio virou as costas à razão.
O Papa pediu para que os islâmicos retomassem o diálogo com a Filosofia (ao mesmo tempo em que reza para que os ocidentais recuperem a fé), que perderam ao entrar no que chamo de "Islã Moderno". Só assim, seria possível reconstruir uma ponte entre essas religiões.
Por fim, lembrei-me duma conversa com o Ricardo Gomes, em que ele te citou. Ele apontou as três compreensões de Deus nas religiões monoteístas (Judaísmo=Lei; Cristianismo=Ética; Islamismo=???) e que isso dificulta qualquer transformação no Islamismo. O que eram mesmo os pontos-de-interrogação, acima?
Espero que esteja tudo bem com o amigo.
Passei a ser um freqüentador constante e fã do blogue!
Um abração,
Sancho
"Sugiro que procure a verdade e não posição de autores": o conselho é perfeito para a sua segunda resposta, na qual seus comentários sobre Platão e Aristóteles não estão relacionados à pergunta. Sobre a terceira resposta, o fato de a religião estar na origem das civilizações não prova que ela é o único elemento catalisador da moralidade.
Resposta ao anônimo: primeiramente, não utilizo as posições de Platão ou Aristóteles por que são posições "deles", mas por que são demonstrações de pessoas "em busca da verdade", embora eles não tivessem compreendido o verdadeiro sentido da Verdade, pois não conheceram a Cristo.
Segundo, claro que as Religiões são "o" elemento catalisador da moralidade, pois afirmam a presença de Deus nos homens, de maneira que a moralidade é dinamizada a partir dos homens concretos que vivem à luz do sentido de vida. A Religião é o elo entre tal sentido humano e sua vida, experienciada na transcendência de sua busca de salvação e na existência de um testemunho do Santo Espírito. Em si, as religiões são pontos de partida para a cultura e para as civilizações, não em sentido coletivo, mas em sentido individual, o que é a base de toda a moralidade.
Ainda, é claro que para um ateu a moralidade perpassa a sua vontade em direção a algo que ele não compreende, pois quebra a possibilidade de pensar qualquer ser da realidade em sentido essencial ou pleno dentro do plano da eternidade, que para ele não se coloca. Por isso, se um ateu não tem sentido de vida, qualquer coisa é possível para ele, mesmo que aculturado dentro de uma sociedade tradicional.
Terceiro, lhe peço que tenha transparência e mostre quem você realmente é, para que nosso diálogo seja mais verdadeiro e sem "medos".
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