sexta-feira, 11 de julho de 2008

I Co 15: da Política para a Salvação em Cristo Jesus

Em I Co15, Paulo nos fala da Ressurreição e da transformação corpórea que receberemos após a passagem para a vida eterna. O Apóstolo abortivo nos diz que “há corpos celestes e corpos terrestres, mas uma é a glória dos celestes, e outra, a dos terrestres” (15,40). Quer dizer, a corrupção da carne e do sangue, para aqueles crentes que lutam contra as tentações do corpo corrupto, serão vencidas pela vida eterna dos que possuem fé. Na verdade, essa vitória em Cristo fará com que nossos corpos sofram mudanças a fim de que tenhamos uma personalidade correspondente para a eternidade, de forma que deixaremos a corrupção e nos transformaremos em incorruptíveis, conforme a Inteligência das Sagradas Letras: “Por que convém que isto que é corruptível se revista de incorruptibilidade e que isto que é mortal se revista de imortalidade” (15,53). Pois bem. Nossa vitória em Cristo simboliza a passagem para a vida eterna e a possibilidade de habitar na civitate coelestis, presenciando para todo sempre a intimidade com Deus Pai e com Nosso Senhor Jesus Cristo.

Tal fato evidente se prova na Ressurreição de Jesus, evento em que Deus venceu satanás e provou que vence a morte. Após isso, temos certeza de que àquilo que está na profecia, se cumprirá, para a glória de Deus e para o presente gratuito de vida eterna concedido pela graça para os que acreditam do fundo da alma em Cristo Jesus. De fato, Paulo nos alerta em Rm 10, de que todo aquele que confessar com a boca e com o coração que Jesus é seu Senhor e Salvador, será salvo (Rm 10,9).

Ora, a salvação da morte significa que o crente terá vida eterna, se deitar sua vida em Jesus, de maneira que seu corpo físico será transformado em incorruptível e aonde há fraqueza, haverá fortaleza e aonde há tentação, haverá vigor, para que o corpo celestial não seja frágil, nem fique doente e nem tampouco morra. Pelo contrário. A vitória em Deus significará que “tragada foi a morte na vitória” (15, 54).

Assim que, “Semeia-se corpo animal, ressuscitará corpo espiritual. Se há corpo animal, há também corpo espiritual” (15, 44). Ora, com a caída de Adão na tentação do pecado, a morte passou a entrar em cena para a humanidade, de maneira que levou a humanidade para a morte eterna. Porém, pela misericórdia divina, Jesus foi enviado para expiar nossos pecados, levando-os consigo na Cruz. Assim, a ressurreição de Cristo pagou a dívida de nossos pecados e o que era morte eterna, novamente fora resgatado para a vida eterna. Se os homens estavam condenados desde Adão, com Cristo a fé e a graça podem salvar.

Dessa forma, se os homens são animais nesse corpo corruptível, serão em Cristo transformados em corpos incorruptíveis e espirituais, para habitarem na alegria eterna da Civitate Dei. Se somos animais políticos, o somos para viver em uma existência pecadora nesse mundo, pois a política existe por causa do pecado, uma vez que sem o pecado seriamos uma comunidade perfeita em harmonia.

Assim, na ressurreição, morre o pecado e também a política, de modo que não os homens, mas Deus é quem governa pelo amor pleno.

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