quarta-feira, 31 de dezembro de 2008

Autêntico sentido da História: leituras escatológicas do tempo!

A maior parte da filosofia contemporânea procura depositar nos impulsos e desejos humanos o sentido da vida, como se a existência fosse justificada por si e em si mesma. Assim, atribuindo ao próprio homem a razão de seu existir, procuram entender a história como um análogo do homem, justificando-a em si mesma, como se pudesse ela mesma autocriar-se e atribuir-se um fim. Colocam, na própria história, a razão dela mesma e, então, determinam que a mesma é um constante evoluir rumo à um fim, à uma idade final, construída e idealizada por mentes humanas, de maneira que o homem, aí, atribui-se o título de senhor e juiz da história.

Contrariamente a isso, sustentamos que qualquer consideração acerca da razão da história, a saber, do motivo de sua existência, exige que o investigador coloque a história não como um palco que finalize a si mesma, mas que aborde a história em seu objeto de totalidade. A filosofia materialista da história diz que a própria história possui uma idade final, cujo reino é programado por mentes humanas iluminadas. Porém, como o homem é um ser finito, cujo destino é o abandono desse mundo sem o conhecimento de seu final, qualquer consideração humana sobre o fim da história é uma projeção insuficiente, inacabada e inverídica.

Na verdade, empreender um sentido à história exigiria que o interprete visse a história em sua totalidade, em seu início e em seu final. Não obstante, nenhum homem é capaz disso, de modo que o sentido da vida humana não pode se resumir à ela mesma, senão para além, em algo que supere as circunstâncias de uma existência temporal. Do mesmo modo, em sentido análogo, a história, como mosaico da existência humana, possui um sentido que não se encontra nela, mas para além dela. Então, qualquer investigação sobre o sentido da história exige que o pesquisador parta de um fundamento que constitua a história e que lhe atribua um fim posto messiânica e escatologicamente, sem que a história seja responsável por seu fim. Assim como todos os homens morrem, sem qualquer possibilidade de não morrerem, a história também morrerá, embora nenhum homem possa determinar seu fim.

Desse modo, o olhar do investigador sobre o sentido da história deverá, necessariamente, se alocar para acima da história, na meta-história. E, se o mesmo não pode sair da história e observa-la de fora, só poderá depositar sua confiança em alguém que atue e se manifeste na história de fora, ou seja, que possua uma existência eterna cuja inteligência seja revelada no tempo histórico. O Senhor da história é o princípio e o fim, o alfa e o omega da história. Só Ele determina a idade do fim, o que não é dado ao homem saber!

1 comentários:

Edson Camargo disse...

É muita presunção por parte desses humanistinhas afirmar saber o sentido da História. Assim, eles se assumem como os que devem tomar as rédeas, não é mesmo?

E lá vão eles, montar seus partidos, agremiações, etc. "Vamos mudar a história"... e pior... tentam pra isso mudar a natureza humana!

E chega a ser engraçado o materialista. Afirma conhecer o sentido da História - que só pode estar na Meta-História - mas não acredita na existência de nada além da esfera material.

Já diz a Palavra de Deus sobre os sábios desse mundo: "tomando-se por sábios, tornaram-se loucos."

Aquele fraterno abraço, irmãozão!