BERNARD LONERGAN apresenta, em seu “Metodo en Teologia”, uma verdadeira metodologia transcendental, como ele mesmo chama. Ele diz que há uma mesma estrutura dinâmica no processo cognitivo, movido inicialmente pela intencionalidade e pela iluminação que a realidade produz na consciência. É dizer: na relação entre o objeto e o sujeito, há uma mesma estrutura cognitiva que conduz o sujeito consciente na percepção e captação do objeto.
Diz ele que existem quatro níveis no processo cognitivo, e que nesses quatro níveis há não apenas uma compreensão do objeto, senão também uma compreensão da própria consciência no ato da intelecção, ou seja, uma consciência da consciência agente.
SENSIBILIDADE- INTELIGÊNCIA – RACIONALIDADE – RESPONSABILIDADE
Quatro etapas. Quatro níveis de experiência da consciência. Assim, o conhecimento do ser pressupõe essa caminhada longa, dificílima e árida da consciência agente em direção do objeto e de si mesma. Por isso, todo ato da consciência é, nesse aspecto, uma autoconsciência formal e material. Eis aí a dimensão psicológica do nexo entre os graus de possibilidade e de necessidade na estrutura dinâmica da cognição.
Notei que, nessas etapas cognitivas, há também uma correspondência com os níveis de realidade detectados por XAVIER ZUBIRI em seu “Estructura dinâmica de la realidad”, acompanhando os níveis estabelecidos por ARISTÓTELES no início da Metafísica. Sim, pois na medida em que migramos dos níveis básicos da existência para graus mais “efetivos” de autoconhecimento, também incorremos em um conhecimento universal de todas as consciências agentes existentes. Por isso, quando conhecemos, conhecemos não somente em nós, mas por algo que está fora de nós, iluminando nossa própria cognição de fora e de dentro. E esse motor imóvel de nossa cognição é o ESPÍRITO SANTO DE DEUS!
Diz ele que existem quatro níveis no processo cognitivo, e que nesses quatro níveis há não apenas uma compreensão do objeto, senão também uma compreensão da própria consciência no ato da intelecção, ou seja, uma consciência da consciência agente.
SENSIBILIDADE- INTELIGÊNCIA – RACIONALIDADE – RESPONSABILIDADE
Quatro etapas. Quatro níveis de experiência da consciência. Assim, o conhecimento do ser pressupõe essa caminhada longa, dificílima e árida da consciência agente em direção do objeto e de si mesma. Por isso, todo ato da consciência é, nesse aspecto, uma autoconsciência formal e material. Eis aí a dimensão psicológica do nexo entre os graus de possibilidade e de necessidade na estrutura dinâmica da cognição.
Notei que, nessas etapas cognitivas, há também uma correspondência com os níveis de realidade detectados por XAVIER ZUBIRI em seu “Estructura dinâmica de la realidad”, acompanhando os níveis estabelecidos por ARISTÓTELES no início da Metafísica. Sim, pois na medida em que migramos dos níveis básicos da existência para graus mais “efetivos” de autoconhecimento, também incorremos em um conhecimento universal de todas as consciências agentes existentes. Por isso, quando conhecemos, conhecemos não somente em nós, mas por algo que está fora de nós, iluminando nossa própria cognição de fora e de dentro. E esse motor imóvel de nossa cognição é o ESPÍRITO SANTO DE DEUS!
4 comentários:
Seria bom explicar melhor esta parte do seu texto: "incorremos em um conhecimento universal de todas as consciências agentes existentes". Não está claro o que isso significa. Quanto à cognição, é preciso um "motor imóvel" para explicá-la? E como chegou à conclusão de que o tal motor imóvel é o Espírito Santo de Deus?
A consciência universal de todas as consciências é em sentido simbólico, em linguagem simbólica, e não exatamente uma perspectiva ontológico-constitutiva da consciência, pois seria absurdo considerar que uma consciência é de todas as consciências em sentido material (Somente Averróis poderia chegar a ssa conclusão). Assim, considerar que a consciência representa a totalidade de todas as consicências é entender o papel dinâmico da tradição e de todos os filósofos empenhados em descobrir uma única verdade constitutiva do cosmos. Assim, dizer que a consciência é, no momento da operação cognitiva, uma representante de todas as consicências é dizer que todo o ser humano, quando está pensando, é um representante autêntico da espécie humana naquele ato intelectivo.
Ademais, a certeza de que o Espírito Santo é o motor imóvel de nossa potência intelectiva e de nossa estrutura dinâmica da cognição provém da fé e da convicção de que a Bíblia é a Palavra de Deus revelada aos homens. Assim, como o dom de sabedoria e de ciência é um dom do Espírito Santo, e assim diz a Palavra em I Co 12, é claro que o dom não é originado em nós, mas por ato que independe de nós. Analogamente, é a mesma questão no insight: por mais que vc quira ter um insight, muitas vezes o ato de "ter um insight" é impossível para você naquele momento. Assim, é como se vc não tivesse controle total sobre quantos e quais insight´s vc terá, haja vista que o início de tal operação origina-se em algo que está fora de seu alcance, mas que completa e conhece vc de dentro. Esse, enquanto observador onisciente de sua existência tensional, é o ESPÍRITO SANTO, segundo a Palavra de Deus.
Ademais, mesmo considerando que vc fosse um ateu, vc mesmo não explicaria a origem de seu próprio conhecimento senão recorrendo à uma causa de origem que não está em você mesmo. Csso não fosse assim, você conheceria a totalidade da verdade e da realidade cósmica, o que não corresponde a verdade, já que vc mesmo me perguntou sobre a consciência demonstrando não entender claramente o que eu quis dizer com isso. Assim, tivesses que buscar o diálogo comigo, para que eu explicitasse esse ponto.
O observador onisciente é um elemento que não está apenas em sua consciência, senão também fora dela, estabelecendo um vínculo unitivo entre vc e a realidade do objeto. A prova disso está, de fato, nos proprios princípios eternos da não-contradição e da semelhança, ou melhor, da diferença e da identidade.
Para tanto, ler: Aristóteles (Metafísica). Também, Santo Agostinho- Confissões.
Ler este post e os respectivos comentários me fizeram reviver alguns momentos de nosso grupo de estudos. Bateu uma saudade...
Querida e amada amiga Fernanda: que alegria maravilhosa receber suas visitas aqui e no MSM. Em breve, te farei uma visita no teu blog. Além disso, ligue-me, pois precisamos conversar novamente sobre alguns projetos com o prof. Cezar.
Abração e PAX IESU, MB.
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