quarta-feira, 28 de abril de 2010

Os falsos profetas na Igreja da atualidade

O Senhor Jesus nos alertou de que no tempo do fim apareceriam muitos falsos profetas e falsos cristos (Mt 24, 4). Pois bem. De fato, estamos assistindo um festival cada vez maior de pessoas de grande mídia que se enquadram nessa categoria. Ultimamente, a Igreja tem sido atacada de todos os lados, por se posicionar contra o aborto- assassinato-, contra pesquisas com embriões- eugenia-, bem como contra o matrimonio entre homossexuais- o que é claramente contrário a Palavra de Deus (Rm 1, 27). Não obstante essa defesa apologética das verdades “racionais” da fé cristã, o fato é que muitos, de dentro da própria Igreja, insistem em defender tais postulados, querendo com isso conciliar o que acreditam ser a fé cristã e as modas da atualidade. Ledo engano, já que “não podeis beber o cálice do Senhor e o cálice dos demônios” ao mesmo tempo (1 Co 10, 21). É certo que muitos o fazem por ignorância. Não me refiro a esses. Refiro-me, sim, aos que, intencionalmente, o fazem para destruir a Igreja e o Evangelho do Reino de Cristo. Estou a falar dos falsos profetas.

São claramente os próprios falsos profetas que insistem em atacar a Igreja, embora muitos deles estejam dentro da própria Igreja como lobos disfarçados, cujo objetivo é enfraquecer a Igreja por dentro e destruí-la nas entranhas. Muitos deles são marxistas revolucionários, mas se dizem cristãos, embora não acreditem que Deus é realmente capaz de transfigurar a terra e o céu em nossa terra e novo céu (Ap 21, 1) e queiram eles mesmos transformar a realidade através de uma revolução política- ou seja, querem realizar um paraíso na terra por suas próprias mãos. Outros, embora não sejam marxistas, continuam sendo revolucionários, pois acreditam possuir uma inteligência superior para transformar esse mundo em uma paraíso desenhado pelas suas “brilhantes mentes”, o que eles mesmos chamam de nova ordem mundial. Ainda existem aqueles que, pertencendo a movimentos contrários a Palavra de Deus e a Cristandade de uma forma geral, infiltram-se na Igreja com o fim de destruí-la por dentro, tal como os marxistas também o fazem. É o caso do movimento gay.

No primeiro caso, temos como exemplo claro a Teologia da Libertação ou ainda padres e pastores que apóiam descaradamente a revolução gramsciniana em marcha no Brasil, dizendo tratar-se de uma “revolução pelo social”.
No segundo, temos os globalistas de um modo geral, tais como os bilderberg´s, o CFR e a Comissão Trilateral.
No terceiro, temos como exemplo o movimento gay, articulado para a destruição da Igreja. Querem legalizar não uma conduta sexual, mas sua verborragia criminosa contra os cristãos, de forma a penalizá-los por exercer o direito constitucional a serem cristãos e pregar a Palavra de Deus. Querem, na verdade, criminalizar opiniões contrárias as deles, em um legítimo ato de tirania pela opinião contrária. E o que é pior: chamam isso de “democracia”.
Os últimos ataques contra a pessoa do Papa Bento e contra a Igreja Católica como um todo, a qual eles acusam de parcimônia com a pedofilia, não tem outro objetivo senão entronizar na cultura a promoção de um ódio coletivo contra a Igreja, de forma a manchar a força cultural e moral que a Igreja de Roma possui na promoção do Evangelho. De fato, tais ataques não são aleatórios, mas propositais, partindo tanto da imprensa anticristã como também dos movimentos contrários a Igreja, dos quais, como já salientei, muitos se infiltraram na mesma. É o caso dos pedófilos que, dizendo-se padres, na verdade não o são. Decerto, ou são infiltrados desses movimentos ou são pedófilos que encontraram na Igreja um campo para suas práticas perversas, disfarçando-se de padres. Não são padres, mas falsos profetas que, interessados em qualquer coisa menos no Evangelho, entram nos seminários com objetivos pré-concebidos.
Tal estratégia já tinha sido utilizada pelos marxistas que, partindo disso, fundaram a teologia da libertação, que pode ser qualquer coisa menos um movimento “católico”.

Na Igreja Evangélica a situação não está diferente. Os falsos profetas estão proliferando. Ainda que o foco do ataque não seja exatamente o mesmo, já que a Igreja Católica é forte pela cultura, o que demonstra que a guerra nesse campo é cultural, o fato objetivo é que na Igreja Evangélica os ataques dos lobos devoradores- avarentos disfarçados de pastores- estão cada vez mais produzindo resultados. Eles enganam a muitos, como disse o próprio Senhor. Prometem profecias que não são de Deus, exigem dízimos “superiores à décima parte” do Senhor, usam as Igrejas e os fiéis como mercados e palanques políticos, enfim, minam a Igreja por dentro, a fim de destruí-la. Para esses, o exemplo de Paulo aos Coríntios é salutar: “estou pronto para ir visitar-vos, uma terceira vez, e não vos serei pesado. Pois não busco os vossos bens, busco somente a vós” (2 Co 12, 14). Pergunte-se a si mesmo: o que esses falsos líderes estão buscando: a salvação de almas, como Paulo, ou as ofertas e os dízimos?

Esses ataques coordenados contra a cristandade derivam tanto da governança espiritual de Satanás sobre o mundo pecaminoso em que vivemos, bem como pela liderança de seus representantes no nível natural, quais sejam os movimentos indicados, liderados pelos falsos profetas. Os inimigos da Igreja estão ganhando cada vez mais força. E o Senhor Jesus nos disse para que nos guardássemos dos falsos profetas, pois nos tempo do fim apareceriam muitos deles. Você está se guardando dos falsos profetas?

6 comentários:

Anônimo disse...

Você acredita na existência de Satanás? Se sim, por que razão? Qual é a evidência da tal "governança espiritual de Satanás"? Você pensa que estamos no "fim dos tempos"? Pessoas que viviam na época de Jesus pensavam o mesmo, com base nas mesmas "razões" que você aponta, e erraram, como erraram muitos outros ao longo dos últimos dois mil anos. Não há algum problema com essa interpretação do texto da Bíblia ou com o próprio texto em questão?

Fernanda Marota disse...

Primeiramente ao Anônimo: eu creio que o tempo de Deus não é o nosso tempo e, se na época de Jesus muitas pessoas pensavam com base nas mesmas "razões" apresentadas pelo autor do texto, é porque já existiam sinais... E hoje, se você analisar, a situação está ganhando grandes proporções, pois não são falsos profetas aleatórios e esparsos no tempo e no espaço, mas são inúmeros conjuntos de falsos profetas.

Maiores questões eu deixo ao autor, que saberá conduzir o debate com mais sabedoria e mais objetividade.

Mestre, eu lhe admiro demais e a cada vez mais eu tenho certeza de que o senhor é um instrumento de Deus, usado para falar Dele para as pessoas e acalentar muitos corações com a palavra... As vezes nos esquecemos de quanto Deus é tremendo, mas basta parar alguns minutos pra ler seu blog, olhar pra vida e perceber que, mesmo a gente esquecendo Dele, Ele sempre está presente em nossas vidas, nos carregando no colo com seu amor infinito! Louvo a Deus por sua vida e pelos bons sentimentos que me desperta ao ler seus textos!

Um abraço.
Fernanda Marota

Marcus Paulo Rycembel Boeira disse...

Primeiramente, beijo na Fernanda. Estou com saudades de nossas discussões.
Quanto ao Anônimo, peço que, na próxima vez que postar, identifique-se. Pois não há disputa sem a identidade. Se você tem medo ou qualquer outra coisa, não se preocupe. Esse espaço é livre e, embora eu discorde de seus argumentos, jamais atacarei sua pessoa. Meu ataque pode ser direcionado às suas idéias e reflexões, mas nunca à sua pessoa.

Vamos à "disputatio".

1 "Você acredita na existência de Satanás? Se sim, por que razão? Qual é a evidência da tal "governança espiritual de Satanás"?"
RESPOSTA: Sem dúvida, eu creio. Todo aquele que crê na veracidade da Bíblia como Palavra de Deus revelada aos homens por meio de profetas e servos de Deus inspirados pelo Espírito Santo, tem convicção da existência de Satanás, enquanto adversário de Deus e de seu povo. As fontes bíblicas são muitas, mas só vou apontar o texto de Ef, 6, 10-20.

2 "Você pensa que estamos no "fim dos tempos"? Pessoas que viviam na época de Jesus pensavam o mesmo, com base nas mesmas "razões" que você aponta, e erraram, como erraram muitos outros ao longo dos últimos dois mil anos. Não há algum problema com essa interpretação do texto da Bíblia ou com o próprio texto em questão?"

RESPOSTA: Não há nenhum erro nisso. Pelo contrário. Um dos fundamentos da FÉ CRISTÃ é justamente a ESPERANÇA. E que esperança? A esperança do retorno de Jesus (parusia). Essa esperança não é condenável, mas como o próprio nome já diz, uma espera no acontecimento glorioso do retorno de Cristo à essa terra. Esperar não é afirmar nem dia nem hora. Esperar é ter uma expectativa, embora não se tenha certeza do momento exato desse acontecimento. Ora, o próprio Senhor nos informa que quanto ao dia e hora ninguém sabe, só o Pai. Porém, Ele mesmo descreve um conjunto de acontecimentos que se sucederiam no tempo do fim (Mt 24, Mc 13 e Lc 21) . o que é o tempo do fim? O tempo do fim é o lapso temporal entre a primeira e a segunda vinda de Jesus. Ora, a segunda vinda pode ocorrer em qualquer momento dentro desse lapso, pois estamos vivendo dentro do mesmo. Por isso, inúmeros cristãos esperaram e não viram a segunda vinda. Não é errado esperar, o errado é "determinar dia e hora". E eu não fiz isso. Pelo contrário. Disse apenas que estamos no tempo do fim, ou seja, de que estamos entre a primeira e a segunda vinda, que pode acontecer amanhã, hoje, ou daqui a 300 anos, ou ainda mais. Não sei. O que sei e afirmo é que estamos no lapso temporal do qual falei (tempo chamado da graça).
Ademais, por ESPERANÇA, creio que estamos em um tempo cujos acontecimentos apontam semelhanças profundas com os eventos preditos por Jesus no monte das oliveiras. Não sei se amanhã ou depois de amanhã ou daqui a 300 anos acontecerá, mas quando afirmo "fim dos tempos", me refiro ao tempo sintetizado entre a primeira e a segunda vinda de Cristo.
Quando você fala em "razões", parece não ter entendido o que quis dizer, pois sustenta a palavra "razões" parecendo querer apontar que eu estou afirmando "DATA". Se essa foi sua pretensão, digo que você não entendeu o texto. O que sustento é o contrário. Estou, sim, afirmando um tempo, um tempo longo, que até agora possui em torno de 2 mil anos, mas sem determinar DATA.
Ademais, você emprega a palavra "razões" no plural, querendo com isso dizer que ventilo um grupo de argumentos. Sim, mas o conjunto argumentativo que procura articular tipologias compatíveis e até indispensáveis para a vida cristã, pois não há fé cristã sem esperança no retorno de Jesus. Assim, você também erra quando faz acusações dos quais você mesmo desconhece a fonte, vez que esperança não é incompatível, mas necessária para a vida cristã.

Blog Cristão Peregrina disse...

Querido Marcus,irmão amado e primo de coração, colocaste muito bem as palavras, e por ser de tal importãncia vou coloca-las no Blog Cristão Peregrina,pois estamos ligados nesta mesma causa e assim podemos ser por mais alguns instrumento de benção.Um abraço!

Ana disse...

Achei demais esse blog!
Parabéns

julio cesar disse...

obedecer à Deus(1jo2:17)esperar em Deus(sl 27:14)agradecer à Deus pelas provas(tg1:2,12)pedir sabedoria à deus(tg 1:5)ler a biblia(jo 5;39)e a vontade de Deus será feita na vida do crente(is 55:11)no tempo de Deus(ec 3:1)